O Rio de Janeiro continua lindo

E la fomos nos para a Cidade Maravilhosa, participar de mais uma aventura, antes que o Tim assistisse Tropa de Elite e entendesse para onde eh que eu o estava levando. Chegamos e fomos encontrar a Livoca, que tambem estava la a passeio e, como o Tim, ela tambem ainda nao conhecia o Cristo Redentor. Mas antes de tudo, fomos subir no Pao de Acucar, alias, subimos o Morro da Urca e por pouco nao voltamos sem por os pes no famoso Sugar Loaf. Depois de quase uma hora andando pelo local, resolvemos que o passeio ja era suficiente e era hora de mudar de cartao postal. Foi ai que eu e Livia avistamos uma montanha assim bem maior e, que coincidencia, no formato exato do Pao de Acucar, quando caiu a ficha! Se aquilo ali eh que era o destino final, entao aonde eh que estavamos? Entao percebemos que ainda tinhamos que pegar mais um bondinho, estavamos so na metade do caminho.



Foi entao que conhecemos o Cris, que nao eh um apelido carinhoso que dei ao Redentor, mas sim um taxista mineiro de Piuma, morador do Rio e dono de um Corsa mil. Ele fez um precinho camarada para nos levar ate o Corcovado, esperar uma meia hora e depois levar-nos aonde bem entendessemos. O unico problema eh que o taxi do Cris nao queria subir a montanha. Ate oferecemos para sair do carro, mas ele insistiu, pisou no acelerador, mandou fumaca pra tudo quanto eh lado, ja a ponto de fundir o motor ele resolveu que era melhor passar por um outro caminho, mais longo porem com uma subida menos ingreme, sacrificando menos o pobre corsinha. O Cris parecia mesmo um anjo. A situacao so complicava quando uma van ou outro carro parava na nossa frente, o Cris ia perdendo o embalo, comecava a buzinar, passava de anjo a demonio e a gente ia rezando para chegar inteiro la no topo.



Depois de uns 20 minutos e 5 ave-marias la estavamos nos aos pes do Cristo Redentor, que a Livoca e o Tim acharam ate bem grande para as expectativas, o que nos fez apelida-lo de Cristao. Lembrei de como eu tinha ficado frustrada com o tamanho do Big Ben, que deveria se chamar Little Ben, ou Benzinho para os intimos. Mas o Cristo nao decepcionou e na volta la estava o taxista Cris esperando por nos, para mais uma viagem com emocao, da descida da serra em ponto-morto. Por sorte chegamos vivos, e fomos almocar em um restaurante bem simpatico, onde tivemos o privilegio de sentar ao lado do Robbie Willians! E acredite se quiser, o astro ingles usa aparelho nos dentes! Talvez tenha ate uma familia secreta no Brasil. Vou tentar vender a foto para a Caras, e com a grana estou pensando em arrumar o carro do Cris, que nao deve ter durado mais um passeio ao Corcovado.

Sandálias

Alguém poderia me explicar estas sandálias estilo astronauta-de-havaianas que estão na moda por aqui? Saio eu toda feliz para a noite sem ser avisada de que meu tradicional escarpan preto estava mais fora de moda que tênis redley sem cadarço! Me senti a extraterrestre da festa, uma estrangeira em meu próprio país!




Mas uma coisa que realmente irrita em Belo Horizonte é isso: se esta na moda, voce vai sair a noite e todo mundo vai estar igual. Tambem é verdade que as meninas por aqui são lindas e as roupas também não ficam por menos. Mas onde está a multiplicidade de gostos, cores, estilos? Nao estou falando de todo o Brasil, mas de BH em especial. Confesso que senti uma saudadinha daquela mistura de loiras com roupas brilhantes, alternativas todas tatuadas, gordinhas vestidas de enfermeira, grupo de quarentonas vestidas de anjinho e ninguém nem aí para o que os outros pensam ou para o que as vitrines vendem. Mas tambem confesso que nao resisti à última coleção da Farm, Colcci, Espaço Fashion. Acho que o look fica perfeito com aquelas novas sandálias que estão na moda agora…

Feliz 2008!

Desculpem a demora para postar aqui novamente, pessoal, eh que eu estava na fila. Porque a unica coisa que tenho feito desde que cheguei foi pegar fila por aqui. Ja esperei em banco, transito, posto de gasolina, rodoviaria, carrocinha de cachorro quente, padaria e consultorio medico. De pensar que no ultimo ano a unica fila que lembro de ter enfrentado foi no parque de diversoes. Entao milagrosamente aco que chamaram a minha senha e eu tive a oportunidade de vir aqui postar de novo, mas vai ter que ser rapidinho porque tem uma galera na fila aqui atras de mim.

Bom, como sumi desde o natal (estava na fila para os presentes) tenho umas coisinhas para contar. Desesperada por ter que resolver pra onde eu iria passar o reveillon, acabei caindo no ap. da minha avo em Cabo Frio, que era a opcao mais simples para quem nao organizou nada ate o ultimo mes. E tambem descobri que todos os brasileiros do Brasil foram para praia no reveilon. O Tim disse que em toda a vida dele nunca tinha visto tanta gente, assim, juntando todas as pessoas que ele ja viu desde que nasceu. Apelidamos a praia de jungle (selva), e como ele nao tinha uma roupa de Tarzan e eu havia deixado pra tras minha fantasia de Chita desde a ultima depilacao, resolvemos ir para Arraial do Cabo, onde por sorte conseguimos nosso lugar ao sol numa prainha fofa que descobrimos.



Foi entao que aconteceu o esperado, gente: entrei em 2008 com 30. Por coincidencia senti o peso nas costas por uns dois dias, mas a culpa foi de um filtro solar vencido que usei na praia. Mas depois de queimar papel com os pedidos na areia, jogar flores pra Yemanja, pular sete ondas e beber umas biritas, percebi que ter 30 anos, 25 ou 20 nao faz assim tanta diferenca, desde que voce ainda caiba nos mesmos biquinis de sempre.


Na verdade, o ano-novo ja comecou espetacular pra mim, e espero que eu tenha ainda muitas historias pra contar :o)