Vamos a la plaia

Aproveitando o dia mais quente do ano (e quem sabe do seculo) fomos passar o domingo na praia! Fiquei realmente surpreendida com o que eu vi: uma praia linda (considerando o padrao das praias daqui) de areia macia, mar cristalino e muito sol! Falei pro Tim guardar bem aquele momento 27 graus na memoria porque seria como o cometa Halley: uma vez so a cada 80 anos! Munidos de nossas cadeirinhas e uma sacolinha termica cheia de guloseimas (vai sonhando que aqui voce encontra vendedores de picole e camarao) eu estava mesmo me sentindo em casa. Ate que comecei a reparar em algumas peculiaridades britanicas que nao me deixariam confundir gato por lebre: todas as pessoas em volta estavam cor-de-rosa e besuntadas de bloqueador solar; todos os biquinis eram enoooormes; em frente a praia, ao inves de pousadas, bares e restaurantes, havia um castelo medieval; e num terreno que seria considerado o metro-quadrado mais caro da regiao, o que eles fazem? Criam ovelhas!
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Tim com os tres desejos (feitos ao genio da lampada magica) realizados: sol, cerveja e um jornal de motoesporte:
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Nao consegui identificar que sabor eh este “salsa brasileira”
Radiator 042caminho da praia:
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Bye bye e ate o verao de 2011, quem sabe! (se cair num domingo, claro)

The baby fear

Gente, eu estava lendo uma revista (Easy Living, Maio 2010) e me deparei com este texto espetacular!!!! Como EU queria te-lo escrito! E quem eh esta tal de Esther Walker pelamordedeus?! Quero conhece-la! Gostei tanto, e veio tao a calhar (tudo a ver com meu penultimo post, sobre o dia das maes!) que resolvi traduzi-lo aqui – com o perdao de algumas expressoes que eu tive que ajustar, senao nao fariam muito sentido em portugues. Entao ai vai, para as futuras-quem-sabe-um-dia-mamaes que se borram de medo de levar este titulo, assim como eu:

Medo de bebes
por Esther Walker
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Nao que eu nao soubesse antes que meu marido , Giles, 11 anos mais velho do que eu, sonhasse em ter filhos. Nos nos conhecemos 3 anos atras, quando eu estava com 27 e ele com quase 38. Ele nunca tinha sido casado, nao tinha nenhum filho e ja estava bem estressado com isso. Eu me lembro bem desta conversa. Nos saimos para uma caminhada em Hampstead Heath e estavamos sentados num banco sob o sol. Era sabado e o parque estava repleto de criancas. De repente ele me solta esta: “quando voce pensa que vai querer ter filhos?” eu realmente nunca tinha pensando nisso antes. Ninguem nunca tinha tido o interesse em me perguntar. “Sei la”, eu disse, “talvez com 30?” E foi so isso. Mas ele pareceu satisfeito. E naquele momento, meus 30 pareciam ainda estar bem longe. Mas logo que nos casamos, o tema filhos passou de uma situacao bem distante – como aposentadoria por exemplo – para uma bem perto da gente – como recisao anual do imposto de renda. Toda vez que Giles me lanca a pergunta “nos vamos ter filhos, nao vamos?” o que eu sinto eh medo. Panico. Pavor. Se eu penso sobre isso por muito tempo eu comeco a suar e meu coracao dispara. Enjoo. Ai eu dou aquele sorrisinho, amarelo.

Sei que parece super errado se sentir assim. Nao eh verdade que existem milhares de mulheres que estao casadas com homens que nao querem nem saber de filhos? Enquanto eu tenho um marido maravilhoso e com um extinto paternal dos infernos. E tudo o que eu sinto eh medo. Porque?

Eu poderia colocar a culpa na minha profissao. Estou sempre lendo jornais para o trabalho. Sou saturada da midia e tudo o que parece estar nas paginas brilhantes das revistas sao relatos e lamentos de maes frustradas, sobre como eh duro este caminho sem volta. Tem inclusive um jornal diario com uma coluna que fala especialmente sobre a dificuldade da vida de uma mae com tres criancas. E no dentista, na semana passada, a capa da revista dizia: “O ultimo tabu – Minha vida era melhor antes de ter filhos”. A midia adora mostrar a maternidade como um pesadelo: voce vai ficar exausta, cheirando vomito, peito caido e barriga flacida, sem paciencia com a crianca e furiosa com seu marido, com quem voce vai ter parado de fazer sexo ha uns 4 anos atras.

E se voce quiser continuar no mercado de trabalho tera jornada tripla: tomando conta tambem dos filhos e da casa, alem de ser considerada uma mae egoista que trabalha fora; se voce decidir parar de trabalhar voce nao tera mais nenhum assunto com excessao de fraldas e piniquinho, alem de ser considerada uma folgada preguicosa. E por fim, se voce decidir pular este degrau completamente, recusando-se a ter filhos, sera considerada uma mulher fria, sem coracao, uma aberracao da natureza.

Eu poderia tambem culpar algumas mulheres que eu conheco e que sao maes. Ja que Giles esta com 40, todos os amigos dele tem filhos – a maioria tem pelo menos 2 – e o hobby favorito da turma eh me passar medo. A principal vila eh “A.”, 39 anos, que tem 3 filhos. Eu comentei que eu estava escrevendo esta coluna sobre o medo de ter filhos. “Ah claro!” ela respondeu. “ tem mesmo que ter medo, muito medo!”e tomando seu ultimo gole de vinho branco, “eh uma droga”.

Outra mulher, “T.”, que tem 38 anos e 2 filhos, comporta-se como se o fato de ter filhos seja a pior coisa que ja aconteceu na vida dela. “Ninguem te avisa antes como vai ser ruim” ela me disse uma vez. “Eh tudo uma conspiracao, um pacto de silencio, para fazer as mulheres quererem embarcar nessa”. E ate mesmo minha irma Hannah, 33, com 2 filhos, e que geralmente me faz pensar que a maternidade pode ser ok, colabora para me desanimar. “Ha!” ela solta cada vez que eu falo a palavra “dormir”. “Dormir! Quando voce tem filhos voce nunca dorme!” Ai eu tenho que sair da sala ou mudar de assunto.

Este tipo de terrorismo eh muito injusto. E me faz ter muito medo desta vida que eu vejo outras mulheres tendo:  este combo fraldas-mamadeiras-por-favor-faca-coco-no-piniquinho, esta vida de nunca poder ir a lugar nenhum porque voce esta acorrentada a uma crianca, a sua casa esta cheia de brinquedos de plastico e voce nunca pode terminar uma xicara de cafe.

Eh tao injusto quanto alguem te contar quao dolorosa eh a anestesia peridural: porque eu nao tenho a opcao de nao ter um filho (a nao ser que eu queira devastar o coracao do meu marido) e eu sou realista sobre esta questao. Entao porque eh que todo mundo tem que me martelar com “quao terrivel sera meu futuro” quando eu nunca disse o contrario?

A opiniao do meu marido eh que as mulheres reclamam somente para chamar a atencao. “Elas se comportam como se fosse uma tarefa horrenda”, ele diz. “Elas fazem a maternidade parecer dolorosa e exaustiva, so para colocarem os maridos em divida para sempre e ao mesmo tempo ficarem imunes de qualquer tipo de critica. Muitos homens levam uma vida terrivel  – mas eles nao ficam o tempo todo falando sobre isso!”

Eu sei que este nao eh um ponto de vista 100% aceitavel. Mas possivelmente ele tocou num ponto importante. Durante toda a minha vida  as mulheres me contaram quao ruim ou doloroso algumas coisas seriam para mim: menstruar, fazer sexo, limpar a casa, conseguir trabalho, tomar a vacina BCG; e eu ja perdi o sono de tanto pensar e me morder de medo. Mas quando chegou a minha hora de ficar cara-a-cara com estas questoes, nenhuma delas foi assim um grande problema. Entao eh bem provavel que ter filhos nao sera nem de perto tao ruim quanto eu fui forcada a acreditar por tanto tempo.

“Alem do mais”, Giles fala, “se voce nao tiver filhos o que mais voce vai fazer? Se voce fosse a diretora de um banco ou quisesse criar pitbulls eu diria que voce teria um motivo – mas, perai! Voce trabalha em casa e gosta de cozinhar. E esta sempre assistindo desenho animado na TV. Em que sentido exatamente um bebe vai te atrapalhar?”

E para completar, quando a midia nao esta me mostrando que a maternidade eh um tedio horroroso, ela me mostra quao fabulosa eh uma vida sem criancas. Isto porque ninguem esta interessado em tentar vender nada para pais falidos pelas mensalidades escolares e seis pares de tenis por ano. Nao se fazem programas de sucesso baseados nestes personagens. E programas com mulheres em idades “produtivas” tem estrelas como Carrie Bradshaw – magra, livre e independente – ou Liz Lemon, que pode ate ter tido vontade de ter um filho, mas hoje tem uma vida invejavel e um trabalho fantastico. Porque diabos eu iria querer filhos quando estas mulheres sao minhas idolas?!

E falando ainda mais amplamente, gracas aos avancos dos metodos anticoncepcionais, hoje em dia existe a escolha de estilo de vida. Por milhares de anos, ser mae sempre foi um imperativo biologico, algo que voce nao poderia evitar. Mas hoje a unica coisa que ter uma escolha siginifica hoje eh que nao existe a hora certa para isto. Afinal quando seria a hora certa de virar sua vida de cabeca para baixo?!

Mas seria insano basear minha decisao de ter ou nao ter filhos em testemunhos de mulheres com as quais eu nao tenho nada em comum; ou porque eu queira copiar um estilo de vida que so existe em estudios da TV americana. Entao eu decidi jogar minhas pilulas na privada, colocar meus dedos nos ouvidos e “trala-la-la-la”. Ser mulher eh a melhor coisa do mundo, mas quando o assunto eh ter filhos talvez voce tenha que ser mesmo um pouco macho.

De cabelo novo

Gente! Acabei de cortar meu cabelo e estou simplesmente em LOVE por ele! Alem de repicar em camadas, cortar milhoes de centimetros e desfiar com a navalha, a cabeleireira fez um anelado com a chapinha (!) e estou me sentindo a ultima bolacha maizena do pacote!
Pra conseguir o look ela usou muito mousse, secou com o secador, enrolou com a chapinha (uma tecnica quase tantrica) e esguichou quase um tubo de spray… Tudo assim bem NATURAL, proprio do estilo ingles de ser!
Que pena que hoje eh segunda feira e eu nao tenho nenhuma festa pra irrrr!
Ai vao os auto-retratos feitos por mim mesma  (pleonasmo!!!)
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Nao consegui mostrar as costas muito bem porque meu braco nao faz curva pra tras:
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O que voces acharam?!

Palmas pra elas

Depois de um longo periodo de reclusao, nada como voltar aqui neste blog triunfalmente neste dia tao especial: o dia das Maes! E para comemorar a data, tenho uma noticia bem maternal para dar – (calma porque antes que voces comecem a tricotar sapatinhos ja aviso que a novidade nao involve o MEU nominho!) A minha amadinha irma esta gravida de novo! E desta vez sera um menino! O meu primeiro sobrinho esta previsto para novembro e sera um presente de Natal adiantado para toda a nossa familia, que esta mesmo tomando gosto pela coisa! Nos ficamos tao empolgados com esse negocio de crianca que pelo visto teremos a media de uma por ano a caminho! Sobre a minha vez eu tenho que assumir que estou assim como meu pai na fila do toboagua suicida do parque aquatico: educadamente deixando todo mundo passar na frente enquanto eu me borro de medo! No fundo no fundo eu ainda acho que esse negocio de ter filho eh que nem piscina gelada, o primeiro que pula comeca a gritar: vem que a agua ta boa!!!! Mas antes que me empurrem a forca la de cima eu peco a voces que nao percam as esperancas! Quem sabe eu nao tomo coragem e pego a vaga de 2011 pra mim? Enquanto isso vou fazendo o meu estagio pratico nao-remunerado com minha enteada! Ela passou duas semanas aqui com a gente e eu tenho que confessar que quando a levamos embora meu coracao ficou assim meio rachadinho.  Eu ja estava tao acostumada com aquela rotina de fazer o cafe da manha para mais um, arrumar mais uma cama, nao ir na academia, assistir PeppaPig na TV e todos os ultimos lancamentos do cinema infantil no DVD, provar por A+B que meia-calca listradinha nao combina com o vestido xadrez e a blusa de bolinha, mesmo que os tres sejam cor-de-rosa, dividir minhas maquiagens e pegar algumas emprestadas tambem (crianca de hoje tem mais coisa na necessaire do que a gente!) que quando voltamos da Franca e chegamos em casa deu aquela sensacao de vazio. Sensacao de casa arrumada. E silenciosa. Talvez mais triste(?) E nos com tanto tempo para nos mesmos, mas sem ninguem para mandarmos ir tomar banho e escovar os dentes. Foi ai que pressenti este mau sinal gente: estou mesmo ficando com vontade de pular na agua fria.

 Feliz “Dia” para todas voces, mulheres corajosas que tiveram a audacia de mergulhar neste papel tao lindo e especial; o papel de MAE!

*E para a MINHA: Mae, amo voce! :)