vida real

Na semana passada eu fui assistir Sex and the City 2 e me deparei com uma cena bizarra, nao no filme, mas na sala do cinema: 198 mulheres e 2 homens, sendo que um deles era o meu marido e o outro um garoto de uns 12 anos que, segundo o Tim, a mae nao tinha com quem o deixar e o obrigou a vir no cinema com ela. Todas as outras mulheres estavam em bandos, vestidas a coquetel e exibindo nao so suas bolsinhas e sapatos, mas o mais importante: suas amigas.

Entao me deu aquela saudade destes seres distantes e do mesmo sexo, que se entendem sem muita explicacao, que dividem roupas e segredos, que nao precisam de assunto nenhum para manter uma conversa de 3 horas pelo telefone.Saudade das minhas amigas, que tem um lugar tao especial mesmo estando tao distante (ou como disse a Samantha no filme: men, babies, doesn’t matter, we are soul mates!)

Foi ai que algo mais brilhante me chamou a atencao e nao era um Manolo Blahnik: mesmo sem minhas queridas soul mates eu tinha comigo meu Mr Big, que eu passei aaaaanos procurando e que diferente de todos os outros maridos e namorados, abriu mao de ver o programa esportivo na TV para assistir aquele filme no qual ele nao tem o minimo interesse, so para agradar a esposa insistente. E eu ja me sentindo a propria Carrie Bradshaw – “me and you, just us two” – tive que aguentar a semana toda o Tim me chamando de “Juanita” – a gordinha filha da Gabrielle (Eva Longoria), que nao tem amigas na escola. Mas tambem quem mandou eu obriga-lo a assistir Desperate Housewives comigo toda quarta na TV.