9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1!

Como voces sabem, o ano de 2011 comecou muito bem pra mim. Primeiro fui entender que toda aquela barriga inchada, que eu passei 15 dias tentando murchar na praia, era na verdade um bebe. Isso depois de ter me matado nas aulas de spinning para ver se entrava nas minhas calcas jeans e escutado a massagista dizer que eu estava com muita retencao de liquido. Estranho meu peito doer, estranho o fato de ter que ir ao banheiro 3 ou 4 vezes toda madrugada e mais estranho ainda eu ter comecado a trocar uma barra de chocolate por uma espiga de milho verde. E entao, me sentindo a mais ignorante da face da terra, fui descobrir que estava gravida ja na 9a. semana e quase perco o prazo para fazer o primeiro ultrassom.

Foi lindo poder dividir aquele momento com minha familia. Ainda mais porque eu passaria os proximos 9 meses – na verdade os menos de 7 que faltavam – longe de todos. Minha barriga comecou a crescer e logo eu ja sentia o bebe mexer aqui dentro… Uma mistura de alegria, medo, apreensao… Tinha dias que eu chorava de tanta felicidade. Outros, me sentia a pessoa mais abandonada da face da terra, do outro lado do planeta e sem ninguem dos que eu amo aqui por perto. Aquele coquetel de hormonios me fazia sentir tao esquisita. E tao bonita, as vezes. E tao feliz. E tao sozinha de novo. E tao feliz no dia seguinte.

Uma coisa que eu nunca reclamei foi da minha barriga. Tambem nao reclamei da dor nas costas, de noites mal dormidas, dos chutes na costela, da azia e nem do fato de nao poder mais fazer as unhas do pe, simplesmente porque eu nao alcanco mais o meu pe. Afinal, quantas pessoas dariam o mundo para ter este “desconforto” pelo menos uma vez na vida?
Aprendi a amar meu bebezinho desde a primeira vez que a vi, quando ainda a chamava de Enzo (este seria o nome dela se fosse menino!)

Entao descobrimos que ela era menina, uma princesa para nossas vidas; Gabriella, assim com dois L, como haviamos planejado. E no dia seguinte eu resolvi mudar o nome dela para Angelina, mesmo sem o Tim concordar. E para desempatar, resolvi adicionar um terceiro, Luisa. Entao fiz numerologia do nome, do nome + sobrenome, do nome + nomes dos pais, fiz enquete no facebook, ouvi criticas da minha avo, do meu pai, e entao resolvemos ficar com Gabriela, mas com um L, que atraia bons fluidos e foi o mais votado pelo Tim. E pelo meu pai. E pela minha avo. E entao comecei a amar este nome, como se ele tivesse sido feito especialmente para ela. Para a minha Gabriela.

A partir dai comecou a saga de qualquer mae de menina: as roupinhas e firulas cor-de-rosa, que voce ate tenta evitar no comeco mas acaba cedendo, quando percebe que cada presente que te dao eh desta cor. Tive algumas noites mal dormidas tentando pensar na decoracao para o quarto dela, e entre as opcoes A, B, C e D para o papel-de-parede, fiquei com a Y que nem estava na historia.

Comprei uma calca de gravida e fiquei toda metida. Acabou que usei so 2 vezes e resolvi que minhas roupas pre-gravidez poderiam ser perfeitamente adequadas, desde que esticassem na barriga. Tirava fotos toda semana (hoje olhando as fotos de 20 semanas por exemplo, parece so que eu tinha tomado uns chopps, como disse o Tim. Mas na epoca eu estava delirando com meu barrigao).

Entao descobri que contar “semana” faz o tempo voar. E o tempo voou. Hoje cheguei da minha ultima aula de pre-natal e minha malinha da maternidade esta pronta. Ela ja tem roupinhas, fraldas, pomadinhas, mantas, banheira e ate brinco (apesar de que terei que esperar ate ir ao Brasil para usa-lo, aqui eles nao furam a orelha de recem-nascido e me olham como se eu fosse uma mae cruel quando eu falo sobre isso). A Gabriela ja esta prontinha para nascer e eu ainda nao estou acreditando que estou gravida. Acho que quando eu a pegar no colo pela primeira vez, quando olhar para a carinha dela, o mundo vai ficar tao pequenininho para todo o meu amor e meu coracao tao grande, assim para caber ela inteirinha dentro. E eu vou entender o que eh ser mae.

Seja bem vinda minha Gabriela. Nos estamos esperando voce.